sábado, 19 de setembro de 2026

🌹 Rosas da Memória

 

“DÁ-ME AS ROSAS”

LITERATURA TEM CHEIRO.
MEMÓRIA TEM PERFUME.


Imagine entrar em uma biblioteca e, em vez de apenas ler uma poesia, poder senti-la.
Sentir uma palavra.
Reconhecer uma lembrança.
Encontrar uma história em uma fragrância.
E descobrir que a memória também pode ser olfativa.


É desse encontro entre literatura, memória, perfumaria e ancestralidade que nasce:

🌹 ROSAS DA MEMÓRIA

“Dá-me as Rosas”

Uma experiência inspirada na poesia de CAROLINA MARIA DE JESUS, para ler seus versos com o corpo inteiro.

Porque cada verso pode despertar uma lembrança.
Cada lembrança pode encontrar uma fragrância.
E cada fragrância pode abrir uma porta para uma história.

> “As palavras que escrevo são rosas que o povo não vê,
mas eu as tenho comigo.”

UMA TRAVESSIA SENSORIAL

Durante a experiência, literatura e olfato caminham juntos:

📖 LEITURA DOS POEMAS
“A Rosa” e “Dá-me as rosas”.

👃🏿 EXPLORAÇÃO OLFATIVA
Descoberta de matérias-primas da perfumaria.

MEMÓRIA E CULTURA
Uma conversa sobre a história das rosas na perfumaria e nas culturas afro-brasileiras.

UM ENCONTRO PARA SENTIR

Uma experiência literária, sensorial, olfativa e afetiva, mediada pela perfumista:

ESTEFANIA VÊÑTURA

07/11/2026 • 11h00

📍 Biblioteca Pública Municipal Mário Schenberg
R. Catão, 611 – Lapa
São Paulo – SP

🌹 Vivência sensorial para Todos Duração: 2h00

🌹 CADA VERSO, UM AROMA.

CADA LEMBRANÇA, UMA FRAGRÂNCIA QUE PERMANECE.

Venha viver uma manhã em que a literatura se transforma em experiência e a memória ganha perfume.

ILE ÒMÌNIRA PARFUM
Olfataria Afro-brasileira

📲 @ILEOMINIRAPARFUM

#negrasemmovimento

sábado, 22 de agosto de 2026

Vacina contra Pneumonia nos postos de saude

Vacina pneumo 20 está disponível no SUS para crianças de até 5 anos e grupos especiais

A vacina Pneumo 20, indicada para crianças de até 5 anos e outros grupos especiais está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, que podem resultar em hospitalizações, sequelas e óbitos.

A vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. Também contribui para a proteção contra a otite média, que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.

A doença pneumocócica é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de mortalidade infantil por doença imunoprevenível. As doenças pneumocócicas também estão associadas a internações hospitalares e atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Esquema vacinal e substituição de imunizantes

O SUS oferece as vacinas pneumocócicas conjugadas Pneumo 10 e Pneumo 13, além da vacina polissacarídica Pneumo 23, conforme indicação.

Com a Pneumo 20 no calendário infantil, está em andamento uma transição gradual do esquema vacinal. A vacina está indicada para os seguintes grupos:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal com vacina pneumocócica conjugada;
  • Idosos a partir de 60 anos acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Durante o período de transição, o esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 seguem sendo utilizadas conforme indicação do Programa Nacional de Imunização (PNI) até a conclusão da transição de estoques.

Após o esgotamento das doses da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Fonte: Ministério da Saúde

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Mimi do Racismo Reverso com Ana Paula Xongani e Lili Schwarcz

Muito interessante e pertinente esta entrevista inspiradora que a afroempreendedora, youtuber, Ana Paula Xongani fez com a pesquisadora e historiadora Lili Schwarcz. Assistam, dêem sua opinião no canal de Ana Paula Xongani . Reflexão sem vícios!!



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Conheça o La Frida Bike, movimento que inclui mulheres negras no mundo das bicicletas

Criado em 2015, o projeto começou como um Bike-Café-Poético e hoje se tornou um movimento que une emancipação feminina e mobilidade

Criado em 2015, o projeto começou como um Bike-Café-Poético e hoje se tornou um movimento que une emancipação feminina e mobilidade urbana (Foto: Helen Salomão/Divulgação)
Usando como inspiração a pintora mexicana Frida Kahlo, ícone do surrealismo nos anos 50 e um dos maiores símbolos do feminismo, as amigas Lívia Suarez e Maylu Isabel criaram, em 2015, o La Frida Bike Café. O empreendimento social sobre rodas levava café e poesia a estudantes e docentes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.


Na época estudante de Letras na UFBA, Lívia Suarez não se via representada nos movimentos cicloativistas da cidade. “Eu comecei a perceber que não me encaixava nos grupos dos quais participava, onde a maioria era formada por homens brancos ou mulheres brancas”, diz. Estampando uma mulher negra e uma bicicleta como logomarca, o La Frida Bike Café se expandiu para além do campus da universidade e ganhou as ruas de Salvador, criando espaços de expressão artística e convívio.
 
Lívia Suarez, idealizadora do La Frida Bike (Foto: Helen Salomão/Divulgação)

O empreendimento social cresceu e chamou a atenção de mulheres negras da cidade. Lívia, Maylu e a estudante e poetisa Jamile Santana, que mais tarde se juntou às sócias originais, perceberam que, apesar de atraídas pela ideia de andar de bicicleta, muitas não sabiam pedalar.

A vontade de estimular mais mulheres negras e da periferia a andar de bicicleta fez o La Frida se tornar também um movimento de representatividade, com o projeto “Preta, Vem de Bike”. A iniciativa ensinou mais de 400 mulheres a pedalar e deve se expandir para outras cidades, como Recife e Salvador. 
 
La Frida Bike Café (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma pesquisa feita pelo La Frida com as alunas do projeto “Preta, Vem de Bike” constatou que 50% das mulheres do projeto sonhavam em aprender a pedalar. Uma delas era dona Elza, de 60 anos. Ela contou que, durante a infância, mesmo tendo bicicleta em casa, não podia pedalar porque precisava cuidar da casa. “Isso se repete com muitas negras da periferia”, diz Lívia. “É uma questão de falta de oportunidade e de estar em papel subalterno. Andar de bicicleta é ter autonomia e liberdade. Tem a ver com o direito de ir e vir e de ser dona do seu próprio corpo”.

Lívia afirma que os projetos do La Frida tiveram um impacto importante para o aumento do uso das bicicletas em Salvador, chegando até a impulsionar a criação de ciclovias pela cidade. O La Frida Bike conquistou por dois anos consecutivos o Prêmio Mobilidade, em 2017 e 2018, e o apoio de instituições como o banco Itaú.

Para rentabilizar o negócio e manter os projetos, o La Frida criou um centro cultural e a Oficina La Frida. A oficina capacitou e profissionalizou 20 mulheres em mecânica de bicicletas. Neste mês, o projeto também lançou duas linhas de bicicletas, a "Carolina de Jesus" e a "Frida Kahlo".

Feminista se torna primeira mulher a presidir Supremo da Etiópia

Advogada Meaza Ashenafi, 54 anos, foi eleita nesta quinta-feira (1º) em defesa da igualdade de gênero

Fonte: Época
A advogada feminista Meaza Ashenafi, 54, foi nomeada nesta quinta-feira (1º) como a primeira mulher presidente da Suprema Corte Federal da Etiópia, em mais um passo do país africano em defesa da igualdade de gênero.
Advogada Meaza Ashenafi é a primeira mulher presidente da Suprema Corte Federal da Etiópia (Foto: Alberto E. Rodriguez/Getty Images)

No fim de outubro, a diplomata Sahle-Work Zewde já havia sido eleita pelo Parlamento como presidente da República, tornando-se a primeira mulher a ocupar a chefia de Estado na história etíope e a única em toda a África neste momento.

A indicação de Ashenafi foi aprovada pelos parlamentares por unanimidade. "Ashenafi é uma das advogadas mais experientes e uma importante ativista pelos direitos das mulheres", afirmou Fitsum Arega, chefe de gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed.

No poder desde abril, Ahmed vem implantando uma agenda reformista que inclui até uma inesperada paz com a Eritreia, país com o qual a Etiópia estava em estado de guerra havia mais de 20 anos.

Ashenafi tem três décadas de experiência no campo jurídico e foi juíza da Suprema Corte entre 1989 e 1992. Ela é fundadora e diretora da primeira organização de defesa dos direitos da mulher no país, a Associação das Mulheres Advogadas Etíopes (Ewla, na sigla em inglês).
A jurista também está entre as 11 mulheres que criaram o banco Enat, que tem foco em clientes do sexo feminino.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Lei institui o Dia de Luta contra Genocídio da Mulher Negra no Rio

A lei estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com o objetivo de incentivar a reflexão sobre o assassinato de mulheres negras
Correio do Brasil 


RIO DE JANEIRO - O dia 14 de março, data em que a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, foram assassinados, vítimas de uma emboscada, no Estácio, Centro do Rio, será incluído no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro como o Dia Marielle Franco – Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra. É o que determina a Lei 8.054/18, sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo de quarta-feira.

A lei estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com o objetivo de incentivar a reflexão sobre o assassinato de mulheres negras no Brasil. Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2017, elaborado pela Secretaria Nacional de Juventude em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a possibilidade de jovens negras de 15 a 29 anos serem mortas é o dobro da de brancas na mesma faixa etária.
Na justificativa do pedido, a deputada Enfermeira Rejane, autora do projeto de lei, lembra que Marielle foi uma mulher negra, mãe e cria da Favela da Maré que iniciou a militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, em um tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré.

Violência

Eleita vereadora pelo PSOL, Marielle exercia o primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ela foi a quinta parlamentar mais votada na cidade e presidia a Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Municipal.
O assassinato de Marielle e do motorista Anderson, que ainda não foi esclarecido, repercutiu internacionalmente e gerou protestos em diversos países.
Para a presidente da organização não governamental (ONG) Crioula, Lúcia Xavier, esta é uma homenagem justa, apesar de Marielle ter morrido, mas é também sinal de que as autoridades têm que estar cada vez mais comprometidas com o Dia das Mulheres Negras, por causa do grande número de mulheres e jovens negros assassinados no Estado.
Com a criação do Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra, Lúcia Xavier disse esperar que o governo do estado e a Assembleia Legislativa criem espaços, debates e ações que contribuam para apurar e punir esses crimes contra a população negra.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Centro de Cidadania da Mulher de Parelheiros recebe o projeto Faz a Roda Grande Mulher

Atividade propõe empoderamento feminino a partir da experiência da mulher negra no Samba de Bumbo. Será realizada oficina de quadrinhas, exibição do documentário “Esse Bumbo é Meu”, bate-papo e apresentação do Samba de Bumbo de Dandara

Fotos: Ruy Reis



Nos dias 7 e 14 de abril, das 14h às 17h, no CCM Parelheiros, acontecem as atividades do “Faz a roda grande mulher”, projeto contemplado pelo edital Proac de promoção proteção das culturas negras, que circula pelos Centros de Cidadania da Mulher com o objetivo de compartilhar a história de empoderamento da mulher negra no samba de bumbo.
No primeiro, dia 7 (sábado), a atividade será apenas para mulheres, de todas as faixas etárias. Haverá exibição do curta-documentário “Esse Bumbo é Meu”, seguida de bate-papo sobre o papel da mulher na manifestação cultural e a apropriação dos instrumentos, tradicionalmente de posse masculina, como relevou Mário de Andrade em ensaio escrito em 1933: “as mulheres nunca tocam. Os homens, pelo contrário, todos tocam”. Na sequência, o grupo Samba de Bumbo de Dandara realizará uma oficina de quadrinhas, a partir da reflexão sobre a mulher e técnicas do teatro do oprimido. O resultado final serão quadrinhas produzidas pelas participantes.
No segundo dia de atividade, 14 (sábado), o evento será aberto ao público, repetindo a projeção do filme, roda de conversa e encerramento com a apresentação do grupo Samba de Bumbo de Dandara, cantando músicas tradicionais da manifestação popular e as quadrinhas produzidas na oficina.
A cada mês, o projeto será desenvolvido em uma unidade diferente do CCM. Na atividade realizada em março, no CCM Itaquera, as participantes criaram a quadrinha: “Eu sei que posso / Ser livre sim / Seguir meu sonho / Ser forte assim”. Grace, 36 anos, participante da oficina revelou que esse foi um dia que vai ficar marcado na lembrança. “A mulher negra precisa mostrar o que ela faz e ser valorizada”, afirmou.

Grupo Samba de Bumbo de Dandara
O grupo Samba de Bumbo de Dandara surgiu no Carnaval de 2016, com o objetivo de empoderar as mulheres a partir dos instrumentos musicais do samba de bumbo. Tradicionalmente, na manifestação popular, os homens tocam e as mulheres dançam, nas apresentações do grupo Dandara, os papeis são invertidos e as mulheres tocam, questionando assim a divisão de gênero no samba rural paulista. São integrantes do grupo: a atriz, bailarina e arquiteta Irla Costa, a atriz e estudante Lucia Steves e a técnica em enfermagem Luciana Fernandes, também integrante e descendente direta do grupo “Treze de Maio”, fundado por negros recém libertos em 13 de maio de 1888.


Documentário “Esse Bumbo é meu” (2016)
O filme registra o samba de bumbo, expressão musical tradicional da região metropolitana (acrescentei porque Parnaíba e Pirapora não são consideradas cidades do interior), interior paulista e herança do tempo da escravidão. O documentário apresenta a luta das mulheres do samba para manterem viva a cultura de seus ancestrais, enfrentando preconceitos e conflitos com a política local. Soluções se apresentam, mas afinal, de quem é esse bumbo? Direção: Ruy Reis, Paula Simões, Dagmar Serpa, Marina Chekmysheva e Daniel Mirolli Elenco: Carmelino Euzebio de Jesus, Eni Soares de Sousa, Irla Costa, Lucia Steves, Luciana Oliveira de Jesus Fernandes, Luisa Camargo de Jesus.

Sobre CCMs
Os Centros de Cidadania da Mulher são espaços de qualificação e formação em cidadania, nos quais mulheres de diferentes idades, raças e crenças podem se organizar e defender seus direitos sociais, econômicos e culturais, além de propor e participar de ações e projetos que estimulam a implementação de políticas de igualdade com o objetivo de potencializar, por meio do controle social, os serviços públicos existentes para atender às suas necessidades e de sua comunidade.


Serviço
Data: 7 e 14 de abril (sábado)
Local: Rua Terezinha Prado Oliveira, 119 – Parelheiros
Contato: (11) 5921-3935 / 5921-3665
Gratuito
Público: Mulheres de todas as idades

Próximas datas:
19 e 26 de maio, das 14h as 17h
CCM Perus
Rua Joaquim Antonio Arruda, 74 – Perus

16 e 23 de junho, das 14h as 17h
CCM Capela do Socorro
R. Prof. Oscar Barreto Filho, 350 – Grajaú

7 e 14 de julho, das 14h as 17h
CCM Santo Amaro
Praça Salim Farrah Maluf s/n